sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Crônica do Amor



Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor

sábado, 8 de dezembro de 2012

Um ser humano agindo com humanidade.


O que era para ser unicamente uma atitude pessoal ganhou o mundo graças a uma turista do Arizona que registrou com a câmera de seu celular e postou no Facebook a imagem de um ser humano agindo com humanidade.


Estranho mundo esse nosso...

O que deveria ser corriqueiro casou espanto e admiração...

Foram mais de 400.000 compartilhamentos.

Tudo começou quando o Larry DePrimo um policial de Nova York de 25 anos fazia sua ronda normal pela 7º Avenida na altura da Rua 44...

DePrimo, observou sentado numa calçada um morador de rua que tremia de frio...

Sem ter com que se cobrir e descalço o homem tentava se aquecer mantendo-se encolhido e silencioso.

Diante da cena, o jovem policial se aproximou olhou, deu meia volta, entrou uma loja e com o dinheiro que carregava em seu bolso, comprou um par de meias térmicas e uma bota de inverno – gastou 75 dólares.

De volta à presença do morador de rua, DePrimo, lhe entregou as meias e as botas.

O homem, segundo DePrimo, deu um sorriso de orelha a orelha e lhe disse:

“Eu nunca tive um par de sapatos em toda a minha vida”.

No entanto, o gesto não se conclui na entrega do presente...

Percebendo que o morador de rua tinha dificuldade em se mover, o policial se agachou, colocou as meias, as botas, amarrou os cadarços e pergunto: ficou bom?

A resposta foram dois olhos felizes, lagrimejados e um novo sorriso.

Ao se despedir, DePrimo perguntou se o homem queria um copo de café e algo para comer...

“Ele me olhou e cortesmente declinou a oferta. Disse que eu já havia feito muito por ele”.

Aqui deveria ser o fim da cena.

O pano cairia e todos iriam para casa...

Mas não foi.

Jennifer Foster, autora da foto, foi para casa abriu seu computador e postou em sua página a foto e escreveu o seguinte texto, dirigido ao Departamento de Policia de Nova York.

“Hoje, me deparei com a seguinte situação. Caminhava pela cidade e vi um homem sentado na rua com frio, sem cobertor e descalço. Aproximei-me e justamente quando ia falar com ele, surgiu por trás de mim um policial de seu departamento.O policial disse: ‘tenho umas botas tamanho 12 para você e umas meias. As botas servem para todo tipo de clima. Vamos colocar’?”
“Afastei-me e fiquei observando. O policial se abaixou, calçou as meias no homem, as botas e amarrou seus cadarços. Falou alguma coisa a mais que não entendi, levantou e falou, cuide-se”.

“Ele foi discreto, não fez aquilo para chamar a atenção, não esperou reconhecimento, apenas fez”.

“Se foi sem perceber que eu o olhava e que havia fotografado a cena. Pena, me faltou coragem para me aproximar, lhe estender a mão e dizer obrigado por me fazer crer que a humanidade é um sonho possível”.

“Bem, digam a ele isso por mim”.

Jennifer Foster.

Em poucas horas, o texto e a foto de Jennifer pipocaram por todo o território americano e por boa parte do mundo.

Larry DePrimo, soube por um colega que lhe telefonou para contar...

Quando voltou ao trabalho e se preparava para sair às ruas foi chamado por seus superiores, ouviu um elogio, recebeu abraços de seus companheiros e quando seu chefe lhe disse que o departamento iria lhe ressarcir o dinheiro gasto de seu próprio bolso, Larry recusou e disse: “Não senhor, obrigado. Com meu dinheiro, faço coisas nas quais acredito”.

sábado, 24 de novembro de 2012

Frase II

"Tenho em mim todos os sonhos do mundo.

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.

Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.''

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Não sei


Sempre me pergunto sobre essa época a qual vem se aproximando. Uma época em que todos desejam paz, saúde, felicidades e etc.

Mas por que só nessa época existem essas manifestações e demonstrações?

Não sei.

Ora esse sentimento para com o próximo não deveria nos acompanhar durante toda nossa existência?

Sei que muitos dão esse mérito, por se tratar de uma data simbólica do nascimento de Cristo para os cristãos.

 Mas e os Judeus?

 E os Muçulmanos, os Budistas? 

Todos eles não têm Cristo em suas religiões, mas mesmo assim compartilham esse mesmo sentimento para com o próximo.

Então o que há de tão especial nessa época?

Não sei.

Não consigo entender.

O certo é que adoraria que o período natalino durasse mais tempo.

Ver pessoas se cumprimentando, colocando as diferenças de lado, esquecendo o passado e desejando um futuro melhor.

Não sei.

Sinto-me tão só em meus pensamentos, que acho que o errado sou eu, em desejar algo assim. Será que precisamos esperar por um determinado período do ano para que possamos demonstrar o nosso lado afetivo?

Não sei.

Será que eu sou o único que senti vontade de dar bom dias as pessoas com as quais não tenho nenhum convívio? De perguntar como vão? Se posso ajudar em algo?

Não sei.

Será que sou o único que olha para o Natal e vejo que a cada ano nos afastamos mais e mais do sentido original que o natal vem nos trazer? Amor, solidariedade, fraternidade e tanto mais. Porque não podemos viver em um mundo onde não precisamos de um “Natal” para desejar votos sinceros ao meu vizinho independente de que El seja negro ou branco, judeu ou muçulmano, seja rico ou pobre.

Será  que desejo demais desta geração? 

Talvez eu deva entrar no clima também, mas não no clima natalino, mas sim do consumismo, deixar essas ideologias de lado e viver como um verdadeiro ser humano.

Não sei.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Em meu Bairro percebi...

Hoje durante o  período da manhã, estava caminhando pelas ruas do meu bairro e vi uma cena muito linda de se contemplar!

Mas que não refleti a verdade da vida...

Ao olhar para uma casa me deparei com cinco crianças, sendo que havia uma que se destacava, pois ela tinha em sua volta as demais, que lhe davam total atenção. Parei por alguns minutos para observar o que haveria de suceder, e pude notar o motivo de tanta atenção.

A criança que se destacava contava-lhes uma história, mas não uma história comum, falo daquelas que sonhamos quando crianças, cheias de aventuras, dramas, suspenses, encanto e magia. Lembrei-me quando passei por esse período da minha vida, onde tudo era mais simples, mais mágico, mais singular...

Fiquei ali parado mais tempo do que esperava, pensando em tudo aquilo e me perguntava o motivo de termos essa tradição de criarmos um mundo de imaginações, onde existem príncipes e princesas, onde existem heróis, figuras que nos fazem querer estar nesse mundo pra sempre.

 Perguntava-me o porquê de sempre passarmos para nossas crianças essas histórias lindas e maravilhosas?

Afinal a nossa vida não é assim!

A vida nos ensina que não existem heróis como nas histórias, não existe príncipes ou princesas, ela nos ensina que finais felizes não aparecem em sua vida, mas você deve fazer o seu próprio final feliz. Então por que não as preparamos para a vida como ela realmente é?

Não sou pessimista, mas acho que deveríamos ser mais realistas com elas.

Enquanto me indagava sobre tais pensamentos, os meus ouvidos foram completamente tomados pelas mais lindas gargalhadas que já ouvi. Gargalhadas essas que chamaram a minha atenção novamente para as crianças, e ali pude entender o verdadeiro motivo de termos a necessidade de contarmos essas histórias para nossas crianças.

Entendi que não é a vida que nos deixa mais forte...

O que nos deixa forte é justamente essas histórias que ouvimos ou contamos quando somos crianças, pois ela tem um poder incrível de nos ajudar em momentos difíceis, são essas histórias que plantam em nosso coração o desejo, à vontade e a força de procuramos sempre o nosso final feliz, são essas histórias de super heróis que acaba transformando crianças em médicos, bombeiros, policiais e tantos outros.

Por isso, passo a acreditar que devemos procurar dentro de nós mesmo a história que sempre nos ajudará a se manter na luta e chegarmos em nosso Final Feliz.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Olá! Prazer Meu Nome é Realidade


Hoje está sendo um daqueles dias, 
 
dia que desejei não ter saido da cama, 
 
de nunca mais levantar. Acordei sem animo, 
 
e o único desejo que tinho em mente, se resume
 
 a ‘nada’. Mas como eu sempre faço em dias assim, 
 
 vou sorri algumas vezes sem vontade, vou mentir dizendo 
 
que estou bem, tantas vezes quanto for preciso, segurando 
 
profundamente as lágrimas. Eu só queria tipo... Ir a um lugar
 
 para esconder-me, ouvir o silêncio e ficar lá o tempo que fosse 
 
necessário. Talvez pra esquecer um pouco esses sentimentos 
 
que me matam por dentro, ou talvez para quem sabe poder
 
 sonhar de novo. Sonhos tão bons que te fazem desejar jamais
 
 acordar, mas no momento que eu abri os olhos, parece que tinha 
 
algo dizendo “Olá! Prazer Meu Nome é Realidade”

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A vida...



A vida não é suave
Ela tenta destruí-nos
o tempo todo
A luta com a vida
é árdua, difícil demais
Ela cria armadilhas
para nelas cairmos
E nos caímos o tempo todo
Levantamos machucados
e caímos novamente
O tempo de paz na vida
é muito escasso
Um minuto de alegria
em troca de horas tristes
Realmente viver não é
nada fácil
.
izilgallu